2 Agosto 2021
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Estrela-do-mar verde Versão para impressão Enviar por E-mail

A estrela-do-mar Marthasterias glacialis (Linnaeus, 1758) é um dos equinodermes mais comuns da costa rochosa da ilha da Madeira. É uma espécie facilmente encontrada em fundos rochosos, desde as poças de maré do intertidal até zonas costeiras mais profundas.

 

Identificação

O nome do Filo a que pertencem, Echinodermata, vem do grego e significa “pele espinhosa”. Como todos os equinodermes, Marthasterias glacialis tem as partes do corpo dispostas radialmente e sob a pele um esqueleto composto por placas de carbonato de cálcio.

Esta espécie de estrela-do-mar tem a superfície dorsal do corpo coberta por numerosos espinhos fortes, cónicos, dispostos em três fileiras longitudinais ao longo dos braços. Têm uma grande capacidade de regeneração e podem atingir os 80 cm de diâmetro. A coloração pode ser variável com a idade, sendo mais ou menos uniforme (pode apresentar manchas), entre o verde-escuro, azulado, laranja, castanho ou rosado. O disco central é pequeno e deste irradiam cinco braços robustos, podendo no entanto serem ocasionalmente encontrados exemplares com seis braços. Sob a pele têm um esqueleto de placas separadas de carbonato de cálcio.
Pode ser confundida com a estrela do mar Coscinasterias tenuispina, cujos espinhos estão alinhados em cinco fileiras ao longo dos braços, que podem variar em número de quatro a nove.

 

Biologia e distribuição

Espécie predadora muito voraz, carnívora e necrófaga. Na fase juvenil alimenta-se de posturas de bivalves, em adulto alimenta-se de ouriços, moluscos, peixes e outras espécies de estrelas-do-mar. É um dos predadores conhecidos do ouriço de espinhos compridos (Diadema antillarum).
Persegue as suas presas movendo-se rapidamente sobre o substrato rochoso por meio de pés ambulacrários, estruturas semelhantes a ventosas hidráulicas localizadas na zona inferior do corpo. Os pés ambulacrários são também uma excelente ferramenta para abrir as valvas firmemente fechadas dos bivalves. Depois de abertas, a estrela expele o estômago e enzimas que digerem a presa. No final suga o alimento já digerido. Como todas as estrelas-do-mar tem fecundação externa e geralmente a época de reprodução ocorre de março a julho.

Marthasterias glacialis distribui-se desde a África do Sul à Costa da Escandinávia, sendo também uma espécie comum no Mar Mediterrâneo.
Pode ser encontrada em zonas costeiras, desde o extremo da maré baixa até os 200m de profundidade, numa grande variedade de habitats desde zonas abrigadas e lodosas a costas rochosas expostas à força das ondas.

 

Curiosidades e usos

Considerada a maior estrela do mar do Atlântico Este e Mediterrâneo, chegando a atingir os 80 cm de comprimento.
Nas águas europeias os pescadores mantêm um “duelo” com as estrelas-do-mar, uma vez que estas alimentam-se de ostras e mexilhões. Ao utilizarem redes de arrasto nos bancos de moluscos costumam também capturar estrelas-do-mar, que frequentemente despedaçam e atiram borda fora. No entanto, esta técnica revelou-se ineficaz, pois as estrelas-do-mar têm capacidade de regeneração de membros. Além disso, se um dos membros contiver uma parte do disco central, é possível regenerar o corpo todo.

 

 

Referências bibliográficas

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Castro, P. & Huber, M. E. (2007) Marine Biology, 6th Edition, McGraw-Hill International Edition, 460 pp.

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Reece, J.B., Urry, L.A., Cain, M.L., Wasserman, S.A., Minorsky, P.V. & Jackson, R.B. (2011) Campbell Biology, 9th Edition, Benjamin Cummings, 1263 pp.

Rodrigues, N.V., Maranhão, P., Oliveira, P. & Alberto, J. (2008) Guia de Espécies Submarinas, Portugal-Berlengas, Instituto Politécnico de Leiria, 231 pp.

Saldanha, L. (1997) Fauna Submarina Atlântica, Publicações Europa-América, 361 pp

A nível da Macaronésia, Laurobasidium lauri está presente nas ilhas da Madeira e das Canárias onde parasita o loureiro (Laurus novocanariensis). Também está devidamente documentada a ocorrência desta espécie de fungo na Corunha (Espanha), parasitando árvores de Laurus nobilis e em Portugal Continental (Minho, Beira Litoral e Estremadura) a parasitar a mesma espécie de árvore
 

 
Taxonomia
Reino: Animal
Filo: Echinodermata
Classe: Asteroidea
Ordem: Forcipulatida
Família: Asteriidae
Género: Marthasterias
Espécie: M. glacialis (Linnaeus, 1758)
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