3 Agosto 2021
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Pastinha ou ensaião-de-pasta Versão para impressão Enviar por E-mail

Ensaião (Aeonium glandulosum)Conhecido vulgarmente na Madeira por ensaião, pastinha ou ensaião-de-pasta, o Aeonium glandulosum é uma planta endémica do arquipélago da Madeira, muito comum, e de uma beleza excecional.

 

 

 

 

 O género Aeonium conta com cerca de 35 espécies distribuídas pela Macaronésia (1 espécie nos Açores e Cabo Verde, 28 espécies nas Canárias e 2 espécies na Madeira), Marrocos e África oriental. 

 

Identificação

Ensaião (Aeonium glandulosum)Planta herbácea, bienal a perene, glanduloso-pubescente, aromática. Acaule ou com um caule muito curto. Folhas obovadas a romboidal-espatuladas, até 10 (-20) x 5 (-8) cm, suculentas, de margens ciliadas, verde-brilhantes, por vezes tingidas de vermelho-acastanhado, dispostas numa roseta densa e achatada, até 45 cm de diâmetro. Numerosas flores dispostas numa panícula ampla, ramosa, que emerge do centro da roseta; pétalas amarelas, por vezes externamente maculadas de vermelho, com 7-10 mm.
Floração: Junho a Agosto.

  

Distribuição

Ensaião (Aeonium glandulosum)A espécie Aeonium glandulosum é endémica do arquipélago da Madeira.
Na Madeira esta planta é comum e vive em escarpas rochosas do litoral, principalmente na costa norte, na laurissilva e nas maiores altitudes da ilha; existe também nas encostas rochosas de alguns picos do Porto Santo e nas Desertas.

 

 

Curiosidades

É do conhecimento geral, que o ensaião é usado no Natal na decoração dos presépios ou “lapinhas” madeirenses. Segundo o Visconde do Porto da Cruz (1935), as folhas do ensaião são usadas na medicina popular para tratar calosidades nos pés. Para combater este mal, que tanto afligia os madeirenses, amarravam durante algumas noites consecutivas, sobre o calo, uma folha de ensaião. Ao fim de uma semana, colocavam o pé afetado, em água bem quente, e retiravam o calo.
Esta espécie suculenta presta-se muito bem a decorar jardins do tipo rock garden juntamente com muitas outras espécies, endémicas da Madeira, características de locais rochosos e com folhagem carnuda.
Na edição de 2011 da Festa da Flor, no pequeno jardim a norte do Palácio de São Lourenço, esteve patente uma escultura de A. glandulosum idealizada e executada por grupo de artistas plásticos (Fig. 5).

Ensaião (Aeonium glandulosum)      Escultura de Aeonium glandulosum (Festa da Flor, 2011)

 

 

Referências bibliográficas

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Jardim, R. & Francisco, D. 2000. Flora Endémica da Madeira. Funchal. Múchia Publicações Lda. 339 pp.

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Sánchez-Pinto, L., M. L. Rodríguez, S. Rodríguez, K. Martín, A. Cabrera & M. C. Marrero. 2005. Spermatophyta. In: Arechavaleta M., N. Zurita, M. C. Marrero & J. L. Martín (eds.). Lista preliminar de especies silvestres de Cabo Verde (hongos, plantas y animales terrestres). 2005. Consejería de Medio Ambiente y Ordenación Territorial, Gobierno de Canarias, pp: 40-57

Vieira, R. 1992. Flora da Madeira. O interesse das plantas endémicas macaronésicas. Colecção Natureza e Paisagem. 11. Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza. 155 pp.

A nível da Macaronésia, Laurobasidium lauri está presente nas ilhas da Madeira e das Canárias onde parasita o loureiro (Laurus novocanariensis). Também está devidamente documentada a ocorrência desta espécie de fungo na Corunha (Espanha), parasitando árvores de Laurus nobilis e em Portugal Continental (Minho, Beira Litoral e Estremadura) a parasitar a mesma espécie de árvore
 

 
Taxonomia
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Rosales
Família: Crassulaceae
Género: Aeonium
Espécie: A. glandulosum Webb & Berth
Autor desta ficha
Juan José Gonçalves Silva Juan José Gonçalves Silva
Conservador de Botânica e Responsável pelo Herbário
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