3 Agosto 2021
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Ratão Versão para impressão Enviar por E-mail

Os ratões constituem um grupo muito diverso que engloba várias famílias. Como todas as raias, respiram através de fendas branquiais, localizadas na face ventral, uma diferença relativamente aos outros membros do grupo dos Elasmobrânquios, os tubarões, que possuem fendas branquiais laterais. A sua cauda, de bordo serrilhado e onde se oculta um espinho venenoso, chega a atingir 35 cm de comprimento e constitui um métodos de defesa desta espécie, utilizados para afastar os predadores. 

Identificação

Ângulos externos das peitorais arredondados. Cauda de comprimento igual a uma vez e meia o da cabeça e do tronco; com espinho venenoso de bordo serrilhado. Face dorsal com prega longitudinal.. Dorso cinzento uniforme ou acastanhado. Dorso cinzento uniforme ou acastanhado, pode atingir 2,5 m de comprimento.

 

 

 

Biologia e distribuição

O ratão encontra-se geralmente enterrado nos fundos arenosos ou lodosos, com os olhos, espiráculos respiratórios e uma porção da cauda visíveis.

Estes indivíduos podem atingir um comprimento de cerca de 2.5m, onde 40% corresponde ao corpo e 60% à cauda. O comprimento do disco atinge 60 cm.

É um peixe ovovivíparo, ou seja, as suas crias desenvolvem-se em ovos no interior do corpo materno, recebendo nutrientes através de extensões do útero que chegam ao intestino através do espiráculo. Após um período de gestação curto, de cerca de 4 meses, dá à luz uma ninhada de 4 a 7 crias.

 

O facto de darem à luz ninhadas tão reduzidas é um dos fatores que, em caso de pesca excessiva, contribui para pôr em perigo a sobrevivência de algumas espécies de raias. Esta espécie não se encontra ameaçada de extinção, não constando da Lista Vermelha de Espécies da IUCN (The World Conservation Union).

 

 Alimentação: peixes, crustáceos e moluscos.

 

 

 

Distribuição

Nordeste do Atlântico e Mar Mediterrâneo. Presente nos arquipélagos da Macaronésia: Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde.

 

Curiosidades e utilizações

A sua cauda, de bordo serrilhado e onde se oculta um espinho venenoso, atinge um comprimento que pode ser até uma vez e meia o da cabeça e tronco. A presença da serrilha e espinhos na cauda são um dos métodos de defesa desta espécie, utilizados para afastar os predadores. Esta longa cauda é também utilizada como chicote, tanto nas suas vítimas como em auto-defesa.

Apesar do cuidado que se tem de ter com a barbatana caudal, é uma espécie com potencial para eco-turismo como se pode ver abaixo:

 

 

Bibliografia

Bauchot, M.-L., 1987. Raies et autres batoides. p. 845-886. In W. Fischer, M.L. Bauchot and M. Schneider (eds.) Fiches FAO d'identificationpour les besoins de la pêche. (rev. 1). Mèditerranée et mer Noire. Zone de pêche 37. Vol. II. Commission des Communautés Européennes and FAO, Rome.

Boyra, A., F. Espinho, F. Tuya, M. Freitas, R. Haroun, M. Biscoito & J. A. González: 2008. Guia de Campo – 365 Espécies Atlânticas. Ed. Oceanográfica, Las Palmas. 128 pp. ISBN 978-84-612-3473-8.

Compagno, L.J.V. (1999) Checklist of living elasmobranchs, pp. 471–498. In: Hamlett, W. C. [ed.]. Sharks, skates, and rays: the biology of elasmobranch fishes. The Johns Hopkins Univeristy Press, Baltimore & London., i–x, 1–515


São animais de médio e grande porte, podendo os indivíduos desta espécie atingir 1,5 m de comprimento e um e um peso total igual ou superior a 10 Kg
 
Taxonomia
Império: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Classe: Chondrichthyes
Ordem: Rajiformes
Família: Dasyatidae
Género: Dasyatis
Espécie: D. pastinaca (Linnaeus 1758)
Autor desta ficha
Teresa Mafalda G. Jardim Freitas Araujo Teresa Mafalda G. Jardim Freitas Araujo
Directora da Estação de Biologia Marinha do Funchal
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