28 Julho 2021
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Nova contribuição para o conhecimento do peixe-espada preto Versão para impressão Enviar por E-mail
 Fig0 Acaba de ser publicada “on-line” na revista Journal of Applied Ichthyology uma contribuição científica para o conhecimento do peixe-espada preto na Madeira.

 

Este trabalho científico foi realizado na Madeira e acaba agora de ser publicado “on-line” - Delgado, J., S. Reis, J. A. González, E. Isidro, M. Biscoito, M. Freitas & V. M. Tuset (2013) Reproduction and growth of Aphanopus carbo and A. intermedius (Teleostei: Trichiuridae) in the northeastern Atlantic. doi: 10.1111/jai.12230.

Durante muitos anos pensou-se que apenas existia uma espécie de peixe-espada preto (A. carbo), aquela que tinha sido descrita na Madeira por Richard Thomas Lowe em 1839. Contudo e com base em algumas caraterísticas morfológicas, Nikolai Parin descreveu em 1983 novas espécies deste peixe, entre elas A. intermedius, que ocorreria também nas nossas águas. Efetivamente, em 2011, Manuel Biscoito e colaboradores confirmaram a presença destas duas espécies nas águas da Macaronésia, aperfeiçoando inclusivamente a diagnose das mesmas e demonstrando a dificuldade em separá-las no terreno.

Com o trabalho agora publicado, João Delgado e colaboradores demonstraram também que estas duas espécies possuem aspetos diferentes da sua biologia, nomeadamente ao nível do crescimento e idade. Assim, A. intermedius pode atingir 148 cm de comprimento total e 15 anos, ou seja, mais idade e maior tamanho do que A. carbo.

Os dados agora publicados são os primeiros sobre esta espécie (A. intermedius), que constitui cerca de 20% das capturas de peixe-espada preto na Madeira. Fica assim demonstrado que a nossa pesca incide sobre duas espécies diferentes, o que é um dado relevante em termos de gestão de recursos e eventual legislação. De referir ainda que a Madeira constitui o limite norte conhecido da distribuição de A. intermedius, no oceano Atlântico nordeste, que por sua vez se distribui ao longo do continente africano até à África do Sul. Pelo contrário, A. carbo distribui-se a partir das Canárias para norte, até à Islândia.

Este trabalho de investigação, envolvendo equipas dos Açores, Canárias e Madeira, resulta em parte dos projetos Europeus de cooperação transnacional INTERREG III B e PCT-MAC.

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Galeria de Fotos

(Fotos de: M. Biscoito /DCI)

 
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