28 Julho 2021
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Cavaco ou Lagosta da pedra Versão para impressão Enviar por E-mail

O Cavaco é um crustáceo de grandes dimensões, podendo ultrapassar os 45 cm de comprimento, que vive em fundos infralitorais entre os 5 e os 100 m de profundidade, em zonas rochosas próximas a zonas arenosas. Possui uma carapaça robusta mais ou menos quadrangular com bordos granulados e guarnecidos com alguns tubérculos espinhosos. O resto do corpo é recoberto de grânulos. O rostro é pequeno em forma de T com dois dentes grandes e agudos na parte anterior e um tubérculo de cada lado. As antenas têm uma forma foliácea e as patas são curtas, não apresentando nenhuma pinça.

O primeiro par de patas possui uma unha curva bastante maior que a dos seguintes pares. O abdómen é bastante robusto e encontra-se normalmente encurvado sobre si mesmo. A existência de um exoesqueleto, característica dos artrópodes, permite abandonar (muda) o esqueleto velho e pequeno, e fabricar outro, maior. Este fenómeno ocorre diversas vezes até cessar o crescimento na fase adulta.

 

 

Identificação

É uma espécie de fácil identificação, pois para além da sua forma característica, carapaça robusta mais ou menos quadrangular com bordos granulados e guarnecidos com alguns tubérculos espinhosos e antenas com uma forma foliácea, apresenta uma coloração castanha avermelhada, com os bordos da carapaça, antenas e patas de uma cor azulada.

 

Distribuição


Mediterrâneo e Adriático. Atlântico Oriental desde Portugal Continental aos Açores, Madeira, Canárias, Cabo Verde e Senegal.

 

 

 

 

Alimentação


Normalmente durante o dia refugia-se em concavidades ou grutas na rocha, apenas se deslocando para fora dos refúgios durante a noite para procurar alimentos, aproveitando moluscos que vivem enterrados na areia.

 

Curiosidades

Apesar de ser uma espécie muito apreciada na nossa alimentação, não existe uma exploração dirigida, pois apresenta uma fraca abundância no arquipélago da Madeira, tornando-a assim um recurso pouco interessante em termos comercias. A fraca abundância e o pouco conhecimento existente sobre a biologia, torna-a uma espécie vulnerável caso a sua captura fosse mais frequente e mais intensa da actual.

 

Referências bibliográficas


Araújo, R. & Calado, R., 2003. Crustáceos Decápodes do arquipélago da Madeira. Biodiversidade Madeirense: Avaliação e Conservação. Direcção Regional do Ambiente da RAM Nº 4 236 pp.

González Pérez, J. A., 1995. Catálogo dos Crustáceos Decápodos de las Ilhas Canarias. Gambas. Lagostas. Cangrejos. Publicationes Turquesa S.L., Santa

Udekem d´Acoz, C. d’, 1999. Inventaire et distribution des crustacés décapodes de l’Atlantique nord-oriental, de la Méditerranée et des eux continentales adjacentes au nord de 25ºN. Patrimoines naturels (M.N.H.N./S.P.N.), 40 : 383 p.


 
Taxonomia
Império: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Crustacea
Classe: Malacostraca
Ordem: Decapoda
Família: Scyllaridae
Género: Scyllarides
Espécie: S. latus (Latreille, 1803)
Autor desta ficha
Rui Ricardo Pereira Araújo Correia Rui Ricardo Pereira Araújo Correia
Biólogo marinho e director do Museu de História Natural do Funchal
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