3 Agosto 2021
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Boettgeria de Lowe Versão para impressão Enviar por E-mail

Espécie exclusiva do Porto Santo e ilhéus adjacentes. Este pequeno caracol vive em fendas de afloramentos rochosos, de preferência em zonas inclinadas, estando ausente em áreas arenosas. É mais comum a maior altitude. Este caracol é capaz de suportar altas temperaturas e aridez.
A presença de quatro subpopulações em diferentes ilhéus no Porto Santo e a sua grande abundância na natureza colocam esta espécie com o estatuto de conservação de Menor Cuidado.
É uma espécie hermafrodita, isto é, possui os dois sexos no mesmo indivíduo. A sua reprodução é ovípara, e as crias nascem como pequenas réplicas dos adultos porém, são muito vulneráveis à predação, devido à sua fragilidade e à ausência de cuidados parentais.

 

 

Identificação

Caracol com concha fusiforme de natureza calcária cuja espiral de 9-11 voltas vai estreitando gradualmente. Ápice agudo sem estrias. Resto da concha com estrias quase verticais. A cor é variável, desde castanho-claro até castanho-púrpura escuro. A altura da concha varia entre 9,5-13 mm e a largura entre 2-3 mm.

 

Distribuição

Esta espécie tem uma distribuição restrita. É endémica da Ilha do Porto Santo e ilhéus adjacentes, nomeadamente o Ilhéu de Fora, Ilhéu de Cima, Ilhéu da Cal, Ilhéu de Ferro e Ilhéu das Cenouras.

 

 

 

 

Curiosidades

Este caracol, tal como outros da família Clausiliidae possui uma estrutura calcária em forma de língua que está ligada à columela da concha que se chama clausilium. Quando o animal estende o seu corpo para fora o clausilium abre e quando se retrai ele fecha automaticamente como uma porta. Esta característica única está na origem do nome em inglês “door snails” para os caracóis desta família e permite proteger as partes moles do animal das agressões externas, tal como o ataque de predadores.

 

Referências bibliográficas


Abreu, C. & D. Teixeira. 2008. Mollusca. In: Borges, P. A. V.; Abreu, C.; Aguiar, A. M. F.; Carvalho, P.; Jardim, R.; Melo, I.; Oliveira, P.; Sérgio, C.; Serrano, A. R. M. & P. Vieira  (eds.). A List of the Terrestrial Fungi, Flora and Fauna of Madeira and Selvagens Archipelagos. 239p. Direcção Regional do Ambiente da Madeira, Universidade dos Açores, Funchal and Angra do Heroísmo.


Cameron, R. A. D.; Cook, L. M. & G. Gao. 1996. Variation in snail species widespread on Porto Santo, Madeiran Archipelago. J. Moll. Stud.. 62: 143-150pp.


Seddon, M. B.. 2008. The Landsnails of Madeira. An Illustrated Compendium of the Landsnails and Slugs of Madeiran Archipelago. Studies in Terrestrial and Freshwater Biodiversity and Systematics. Biotir Reports, 2: 45-46pp.






Referências bibliográficas

 

-Wunderlich, J. 1991. Die Spinnen-Fauna der Makaronesischen Inseln. Taxonomie, Ökologie, Biogeographie und Evolution. Beiträge zur Araneologie. 1: 1-619.

 
Taxonomia
Império: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Ordem: Pulmonata
Família: Clausiliidae
Género: Boettgeria
Espécie: lowei (Albers, 1852)
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