22 Junho 2021
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Cauda de Pavão Versão para impressão Enviar por E-mail

Alga com coloração castanha, devido ao facto de ter grandes concentrações de pigmentos denominados de carotenóides (ex: fucoxantina). No entanto tem normalmente um tom castanho esbranquiçado, devido à deposição de carbonato de cálcio na parte abaxial (superior) da fronde. 

Pode variar em altura entre 2 e 7 cm e ter talos com 1 a 12 cm de largura, normalmente o tamanho dos espécimes aumenta com a profundidade. O crescimento de Padina pavonica depende da quantidade de nutrientes disponível, temperatura, salinidade e presença/ausência de predadores.

Tem um talo laminar com forma de leque e margens enroladas para o interior. Apresentam bandas concêntricas de pequenos pelos, intercaladas com fiadas de estruturas reprodutoras. Internamente, o talo é composto por 2-3 camadas de células. O seu crescimento é assegurado por uma série de células apicais marginais (meristema marginal) cuja divisão em dois segmentos desiguais, no sentido longitudinal, determina o enrolamento do bordo do talo. Fixa-se ao substrato por um tufo de rizoides que se encontra na zona basal. 

Espécie monoica, possuindo os indivíduos sexuados (gametófitos) soros de oogónios que formam linhas de cada lado de linhas concêntricas de pelos que existem na superfície do talo. Estes soros são interrompidos por alinhamentos radiais de anterídios. A reprodução assexuada ocorre através de esporos, desenvolvendo-se os esporângios entre as linhas de pelos.

Tal como a maioria das espécies de algas, esta espécie é autotrófica, uma vez que faz fotossíntese. Embora seja um organismo fotossintético, em contraste com as plantas terrestres, não desenvolve floração, raízes e tecidos (“sofisticados”) especializados no transporte de água, açúcar e nutrientes.

 

Biologia e distribuição

Alga anual, comum nas águas temperadas e tropicais de todo o planeta. Pode ser encontrada desde o Intertidal até os 25 m de profundidade, sendo mais abundante entre os meses de junho e setembro. 

Pode ocorrer como constituinte dos musgos algais e ocasionalmente como epífita de outras algas. Frequentemente encontrada em locais bem iluminados e protegidos, em zonas abrigadas ou moderadamente expostas à ação das ondas. Também pode ser observada em poças arenosas, calmas, pouco profundas e muito expostas ao sol. 

No arquipélago da Madeira é comum em poças de maré abrigadas localizadas da zona inferior do intertidal e em águas rasas onde chegam a formar “tapetes” relativamente extensos sobre o substrato.

 

 

Curiosidades e usos

 O restritivo específico pavonica deriva do facto de se assemelhar a uma cauda de pavão.

Espécie com forte potencial como composto de fármacos com propriedades anticancerígenas. Também é utilizada na indústria da cosmética para o fabrico de cremes.

 

 

 

Referências bibliográficas

Araújo, R., Freitas, M. & Monteiro, J. 2008. “Eco-Parque Marinho do Funchal”. Câmara Municipal do Funchal. 127 pp.

Cabioc’h, J., Floc’h, J.-Y., Le Toquin, A., Boudouresque, C.-F., Meinesz, A. & Verlaque, M. 1995. “Guía de Las Algas del Atlantico y del Mediterráneo. Un estúdio de las algas de los mares de Europa”. Ediciones Omega. 272 pp.

Gibson, R., Hextall, B. & Rogers, A. 2001. “Photographic Guide to the Sea & Shore Life of Britain & North-west Europe”, Oxford University Press, 436 pp.

M.D. Guiry in Guiry, M.D. & Guiry, G.M. 2015. AlgaeBase. World-wide electronic publication, National University of Ireland, Galway. http://www.algaebase.org; searched on 17 August 2015.

Pereira, L. 2009. Guia Ilustrado das Macroalgas – Conhecer e reconhecer algumas espécies da flora portuguesa. Imprensa da Universidade de Coimbra, ISBN 978-989-26-0002-4, Coimbra. 90 pp.

Rodrigues, N.V., Maranhão, P., Oliveira, P. & Alberto, J. 2008. “Guia de Espécies Submarinas, Portugal-Berlengas”, Instituto Politécnico de Leiria, 231 pp.

Saldanha, L. 1997. “Fauna Submarina Atlântica”. 3ª ed. Publicações Europa-América. 364 pp.

A nível da Macaronésia, Laurobasidium lauri está presente nas ilhas da Madeira e das Canárias onde parasita o loureiro (Laurus novocanariensis). Também está devidamente documentada a ocorrência desta espécie de fungo na Corunha (Espanha), parasitando árvores de Laurus nobilis e em Portugal Continental (Minho, Beira Litoral e Estremadura) a parasitar a mesma espécie de árvore
 

 
Taxonomia
Reino: Chromista
Filo: Ochrophyta
Subfilo: Eurhodophytina
Classe: Phaeophyceae
Ordem: Dictyotales
Família: Dictyotaceae
Género: Padina
Espécie: Padina pavonica (Linnaeus) Thivy
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