18 Julho 2019
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Noite Aberta na Estação de Biologia Marinha do Funchal Versão para impressão Enviar por E-mail
0  A Estação de Biologia Marinha do Funchal abre as portas à noite, ao público, no próximo sábado, 23 de setembro, com o tema “Aguas vivas”.

Há 10 anos que a Estação abre as suas portas ao público uma noite, por mês, durante o Verão, com o intuito de mostrar o que se faz aqui neste laboratório, tanto na componente da investigação como na componente da educação ambiental.

A Noite Aberta de sábado dia 23 de setembro conta com o seguinte programa:

  •  21h00: “Aguas vivas – Projeto Gelavista” – Convidada: Dra. Antonina Santos (IPMA – Instituto Português do mar e da Atmosfera e coordenadora do projeto Gelavista)
  •  20h00 e 22h30: Visitas guiadas à Estação de Biologia Marinha do Funchal.

As águas vivas, medusas ou alforrecas como o nome indica, são todos os organismos pelágicos com aspeto semelhante a “gelatina”.

As águas vivas são animais marinhos muito apreciados pelas tartarugas marinhas, que possuem células muito especializadas chamadas cnidocistos principalmente concentrados ao longo de seus tentáculos, que são capazes de injetar um veneno para defesa e para capturar presas.

Arrastadas pelas correntes e sem grande capacidade de locomoção, as alforrecas podem, em contacto com as pessoas, provocar queimaduras com os seus tentáculos, causando por vezes lesões graves e bem visíveis.
A maioria dos contatos acidentais com águas vivas ocorre durante a natação no mar ou quando estas encalham em praias na costa.

O GelAvista é o programa de ciência cidadã do IPMA (Instituo Português do Mar e da Atmosfera), responsável pela monitorização de organismos gelatinosos na costa Portuguesa.

Um programa que pretende envolver a população em geral para a recolha de informação sobre o avistamento de organismos de aspeto gelatinoso nas praias, marinas, em atividades de mergulho ou náuticas, ou ainda desde embarcações.

Foi também recentemente lançada a aplicação GelAvista para telemóvel e tablet, que pode ser descarregada na playstore. Uma ferramenta que visa facilitar o envio de avistamentos de organismos gelatinosos a todos os observadores GelAvista.

Após um ano e meio de existência, mais de 110 observadores voluntários comunicaram cerca de 530 avistamentos ao longo de toda a costa portuguesa, como também nos Açores e Madeira e devido ao interesse mostrado em relação a avistamentos em todo o território português, não cingindo a área apenas ao território continental, oficializa-se assim a extensão do programa à Madeira.

A nível regional as responsáveis serão Sofia Vieira, dos Assuntos do Mar da Direcção Regional de Ordenamento do Território e Ambiente e Mafalda Freitas, da Estação de Biologia Marinha do Funchal.

 

Galeria de Fotos

 

 

 

 

(Imagem de: direitos de autor "©"; Texto de: Mafalda Freitas /DCRN)

 
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